A denominação pizza, porém, é um mistério. Alguns acusam a denominação "pita". que se refere ao pão árabe liso. outros envolvem do dialeto napolitano "picea" que pode significar de "pincelar" a "lançar". Não se sabe em que momento o queijo passou a integrar as receitas de pizzas. Mas é sabido que os búfalos foram levados no século VII pelos normandos. Com o leite das búfalas, prepara-se a autêntica mozzarella, um dos fundamentos do que se deseja de uma pizza autêntica
O ingresso do tomate, então tido como venenoso desde que chegou no Novo Mundo, pelas mãos de Colombo, foi uma contingência das camadas mais pobres. O formato de bagos alarmou a igreja, que condenou o uso da planta e mistificou seu fruto como física e espiritualmente mortal. O expediente não foi tão forte quanto a necessidade da fome, causada por pragas, guerras e quebras de safras de grão. E, assim, o tomate passou a integrar a dieta do sul da Itália. E também das pizzas.
A combinação alcançou as ruas com tamanho sucesso que, durante uma visita do rei Umberto I à região da Campânia, sua jovem e curiosa esposa, rainha Margherita, não se furtou em experimenta-lá e para aquela mesma noite, encomendar ao único estabelecimento da cidade, uma fornada especial. Honrado pela encomenta, o pobre comerciante, um certo Raffaello Esposito, esmerou-se em criar uma receita especial para a rainha com as cores da Itália: mozzarella para o branco, tomate para o vermelho e manjericão para o verde. Estava criada a pizza margherita. No ato da entrega, instituía-se ainda uma instância indissociável das pizzas: o primeiro delivery.
Foi com o fim da Segunda Guerra Mundial, com o retorno dos soldados americanos da campanha da Itália, que começou a febre da pizza na América.
Essa febre, que se espalhou por todo mundo, trouxe variações que começaram a se distanciar do produto original. Os excessos levaram um grupo de pizzaiolos napolitanos a se reunir, em 1984, em torno da Associazione Verace Pizza Napoletana, que estabeleceu regras de preparo, rigores de escolha de ingredientes e até técnicas de sova de massas. Tentaram a denominação D.O.C., que já começou desmoralizada e sem apoio oficial.
Em 2004, porém, o ministério italiano publicou uma proposta de reconhecimento oficial como S.T.G. (Specialitá Tradizionale Garantita). Foi a alternativa par o reconhecimento da União Europeia. A proposta previa uma receita e três variações sobre a massa de farinha do tipo W 220-380 regada com azeite extravirgem e coberta com tomate fresco ou pomodori pelati. Deu certo, e para a delícia dos puristas, a proposta foi aprovada em 2010."
(fonte: A Enciclopédia dos Sabores)